Ex-militante do Estado Islâmico reconhece Israel como um ‘Estado democrático’

Sayyaf Sharif Daoud tem cidadania israelense, mas deixou Israel para se tornar um terrorista do Estado Islâmico.

Um combatente árabe do Estado Islâmico, que foi capturado na Síria, reconheceu Israel como um país onde não há injustiças em recente entrevista ao correspondente da BBC News Arabic.

Sayyaf Sharif Daoud possui cidadania israelense, mas deixou Israel para se tornar um terrorista do Estado Islâmico. Após ser capturado, ele disse em entrevista à Feras Kilani em 16 de julho que Israel “não fez 1% do que Bashar al-Assad (presidente da Síria) fez”.

Conforme vídeo traduzido para o inglês pelo MEMRI, Daoud disse que apesar das tensões entre israelenses e palestinos, Israel não estupra mulheres nem mata brutalmente seus próprios cidadãos. As forças de Assad foram acusadas de usar estupro como arma de guerra e execuções sumárias desde o início do conflito em 2011.

“Houve brigas e tudo mais, mas Israel não estuprou mulheres nem as deixou nuas na TV, e não matou com tamanha barbaridade”, disse Daoud.

Daout disse que se considera tanto israelense quanto palestino, mas nunca quis se juntar a uma organização terrorista palestina. “Meu pai me alertou contra se juntar ao Hamas e à Fatah”, disse ele sobre as facções dominantes em Gaza e na Cisjordânia.

Agora, ele quer retornar a Israel e ter uma “vida normal”. “Por Alá, eu me enganei. Espero que o Estado me leve de volta e que eu possa voltar para [Israel]”, afirmou. “Uma pessoa pode repensar as coisas e voltar à vida normal”.

Quando questionado se ele acredita que Israel permitirá seu retorno depois de lutar por uma organização terrorista, Daoud disse: “Israel é um Estado democrático. Eu não vi injustiça lá. Nós, árabes, vivemos juntos em Israel com os judeus. Não há injustiça. Somos tratados como os judeus”.

Não há relatórios oficiais sobre a permissão de Israel para o retorno de Sayyaf Sharif Daoud.

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